IMPRENSA

JORNAL EXTRA ON LINE – Maioria nas universidades brasileiras, mulheres ainda ganham menos que homens.

Matéria com a Coach e CEO da Consulting CG, Cristina Goldschmidt

08/03/2017

http://extra.globo.com/noticias/educacao/vida-de-calouro/maioria-nas-universidades-brasileiras-mulheres-ainda-ganham-menos-que-homens-21032650.html

jornal-extra-online

Nesta quarta-feira (8) em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, elas ainda sofrem com as disparidades no mercado de trabalho. Apesar de serem maioria nas escolas e universidades brasileiras, as mulheres ganham um salário menor, trabalham mais horas semanais e sofrem mais com o desemprego.

Dados da última edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE, divulgada na última segunda-feira (6), mostram que 18,8% das mulheres economicamente ativas já completaram ao menos um curso superior. Entre os homens, este número cai para 11%. Elas ganham dos homens também entre os brasileiros com ensino médio completo: 39,1% contra 33,5%. Os dados referem-se ao período de 1995 a 2015.

Entre os candidatos aprovados em 2016 no Sisu, 57% eram mulheres. Entretanto, por mais que o desempenho das mulheres brasileiras nos estudos seja superior ao dos homens, a remuneração média deles no mercado de trabalho continua sendo maior, e essa diferença se alarga conforme o tempo dentro das instituições de ensino. As mulheres com cinco a oito anos de estudo recebem por hora 24% a menos que os homens com mesma escolaridade. Para 12 anos de estudo ou mais, essa diferença entre gêneros atinge 34%.

Ainda de acordo com o IBGE, as mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. O documento afirma que o rendimento das mulheres negras tem sido o que mais se valorizou entre 1995 e 2015, cerca de 80%, e o dos homens brancos foi o que menos cresceu, aproximadamente 11%.


Comentários fechados para este post.